Exposição Sensações e Vibrações fica em Queimados até 2 de setembro

Visitas são gratuitas e podem ser feitas de segunda a sábado no Espaço Cultural Antônio Fraga.

Uma exposição sem rostos, mas com muita expressão. Essa é a proposta da mostra Sensações e Vibrações, do artista Marcos Monson, que foi lançada na última sexta-feira (4), no Espaço Cultural Antônio Fraga, em Queimados. As obras que destacam o ser humano, em especial às mulheres, tem foco no modernismo numa atmosfera de brasilidade e ficará na cidade até 2 de setembro. As visitas são gratuitas e podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h e aos sábados das 13h às 17h. O Espaço Cultural fica à Rua Hortência, 06, Centro.

A exposição conta com 20 pinturas a óleo do acervo do artista que ultrapassa 500 obras. A realização é da Secretaria Municipal de Educação, que tem apostado numa prática pedagógica que passa pelo lúdico de peças teatrais, descontração de aprender matemática através de jograis e história através das artes plásticas.

“Estamos aproximando nossos alunos cada vez mais das artes cênicas, plásticas, dentre outras. Assim fica mais fácil aprender e muito mais divertido também”, acredita o secretário de Educação, o professor Lenine Lemos.

A proposta da exposição, segundo o artista Marcos Monson, é estimular o imaginário através das cores e imagens figurativas sem rosto.

“É muito emocionante ouvir os comentários de sentimentos que eu não imaginava que poderia levar até as pessoas. Acredito que consegui fazer com que as pessoas se vissem em minhas obras sem rosto, pois elas foram criadas para levar essa sensação e vibração ao público”, enfatizou Marcos Monson.

Presente no lançamento da exposição, o Secretário Municipal de Cultura, Marcelo Lessa, aproveitou para convidar o artista plástico Marco Monson a exibir seus trabalhos em dezembro no Centro de Artes e Esportes Unificados Planeta Futuro, no bairro São Roque.

Além da mostra Sensações e Vibrações, outra exposição está aberta à visitação na cidade, sobre a vida, obra e espiritualidade de Madre Tereza de Calcutá, realizada pela prefeitura em parceria com a Diocese de Nova Iguaçu. As obras ficam expostas no auditório da Universidade Estácio de Sá (Dr. Eloy Teixeira, 165, Centro) até 25 de agosto. As visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 13h às 20h30 Informações: 2663-4800. Depois seguirá para Japeri.

Emoção na primeira visita

A abertura da exposição foi marcada pelo sentimento de emoção. Alunos da Educação de Jovens e Adultos do município visitaram pela primeira vez uma exposição de artes e se emocionaram com a beleza das cores.

“Tenho a vida muito corrida, crio dois filhos e muitas vezes não sobra tempo para a diversão. Nem tempo para estudar eu tive. Agora depois de velho é que voltei a sala de aula. Estou muito emocionado com a beleza do local e das peças”, disse o carpinteiro Valdemar Marques, de 53 anos, morador do bairro Vila Americana e aluno da Escola Municipal Leopoldo Machado.

Já a vizinha e colega de turma de Valdemar, dona Olívia Carvalho, de 49 anos, mesmo sem ainda conseguir ler e escrever, relata o sentimento em ver e ter o primeiro contato com o trabalho de telas à óleo do artista.

“Não consigo escrever o que sinto, mas estou muito emocionada e feliz em ver as telas tão lindas. Hoje depois de criar quatro filhos, voltei a estudar e cuidar um pouco mais de mim e estou me sentindo muito feliz em estar aqui”, ressaltou dona Olívia.

Reduto de artistas

A exposição de Marcos Monson aguçou a curiosidade até da classe artística da cidade e reuniu outros ícones em artes plásticas de Queimados. O artista Avelino de Almeida Filho, 63 fez questão de deixar sua impressão do evento. “Curti muito todas estas cores que transmitem alegria através da suavidade”.

Já o artista plástico responsável pelo maior painel em tinta óleo da América do Sul localizado na Vila Olímpica de Queimados, Luiz Caio da Silva, 49, destacou as linhas do autor e se sentiu inspirado.

“Em linhas simples que unidas se transformam em belas obras de arte. Em alguns quadros temos a lembrança de uma infância esquecida como um rodar de pião, pular amarelinha, andar de bicicleta. Tudo isso nos estimula a pintar mais sobre estas coisas”. – Luiz Caio da Silva

Marcos Bastos, que acabou de apresentar a exposição “A Viagem” no mesmo local, se identificou com o lado abstrato da exposição e acredita ter conseguido entender a intenção do autor.

“Ele é muito figurativo e as cores vibrantes lembram muito o modernismo de Tarsila do Amaral e Di Cavalcante. Foi ótimo poder conversar com o autor e tentar descobrir qual foi a sua inspiração nas obras e sua intenção com relação às sensações e vibrações”, observou Marcos Bastos.

Via Prefeitura de Queimados

Autor: Allan Reis

Iguaçuano, fotógrafo, graduando em Administração e pós-graduado em Planejamento Estratégico em Mídias Sociais. Idealizador do Cultura BXD e entusiasta de cultura digital.

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